quinta-feira, 1 de novembro de 2012

HAVERIA RELAÇÃO ENTRE A DEPREDAÇÃO AMBIENTAL E AS CATÁSTROFES NATURAIS?

Sandy, em sua passagem pelo Caribe

Antes de chegar à Costa Leste dos Estados Unidos da América, o furacão Sandy devastou parte de Cuba e das Bahamas, deixando um rastro de destruição digno das paisagens cinematográficas que costumamos ver em filmes de catástrofes.

Mas, para além das forças próprias da natureza, haveria alguma relação entre a depredação ambiental do planeta e essas manifestações cada vez mais impossíveis às forças humanas?

Apesar de ter sua classificação rebaixada de “furacão” para “ciclone pós-tropical”, o resultado continua o mesmo e a pergunta acima pertinente ainda é.

Mike Tidwell, diretor da Chesapeake Climate Action Network, em entrevista à Amy Goodman, da Democracy Now!, nos traz interessante relato acerca do assunto:

“Penso que o furacão Sandy deixou claro que atingimos uma nova normalidade no que se refere a tempestades atlânticas tão poderosas que as nossas comunidades costeiras não poderão suportá-las. O espantoso volume de água que vimos em Nova York – novaiorquinos que viveram na cidade toda a vida nunca tinham visto a água atingir o metropolitano como aconteceu agora. Nunca tinham visto carros completamente submersos no East Village e a energia elétrica desligada pela ConEd. Estas são as novas fronteiras de impacto, e claramente as impressões digitais das alterações climáticas estão em toda esta tempestade. O resultado é que agora somos todos cidadãos de New Orleans, em toda a Costa Leste. O nível dos oceanos está a subir. As tempestades são maiores.”
 
Atentando para o fato de que o planeta, como um todo, é um sistema de sistemas menores e interligados, onde cada parte, mesmo que pouco, acaba por ser afetada pelo que acontece numa outra, podemos dizer que esse problema é nosso. Da possível relação de depredação com a manifestção da natureza à responsabilidade de governos e corporaçãos, tanto quanto à consciência dita comum, a nossa, trabalhadores e trabalhadoras de todo tipo de todos os lugares, essa discussão e o entendimento sobre o que nos está acontecendo há de nos pertencer. Para o nosso bem!


Zeuza Freitas
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